• Cabelinho

O “Confortho” da Martha


Eu sou um cara que está sempre em busca de experiências gastronômicas. O gordinho gosta de cozinhar, gosta de conhecer lugares novos, mas também é fã de lugares tradicionais, seja da nossa região, seja das cidades que visito.


Existem sabores que me remetem ao passado, que me trazem lembranças boas. Alguns, infelizmente, não posso mais ter o prazer de sentir. O frango com farofa da minha vó Maria, a Paleta de Cordeiro no forno do meu mano Cássio. Eram sabores únicos. Ainda consigo comer a famosa maionese da dona Sueli do Dogão, o Galeto dos “Alemão, o Bifinho do Xerox. Já não podemos mais prestigiar o Cachorro Quente do Batatinha, o Bife acebolado e a maionese da tia Elvira no Bifão. Saudades da Cantina do Nono do Dirceu Borboleta e de tantos outros lugares gastronômicos que deixaram seu nome na nossa comunidade.


Mas tem um que está no mesmo local desde 1983 que sou fã. Dona Martha Saul e sua família aqui estabeleceram uma confeitaria que prima por aqueles aromas que nos confortam, que nos trazem lembranças boas e que nos deixam sempre com o coração quente.


Me lembro pequeno e meu pai levando uma torta, além das clássicas empadas amanteigadas de frango e das folhadas de camarão para toda a família degustar. Isso eu com 7,8 anos de idade. Na adolescência aos domingos a Confeitaria Martha chegou a ser um ponto de encontro da galera jovem nas tardes ensolaradas. Hoje ainda encontro muitos amigos que mantiveram a tradição que iniciou com seus pais, levando seus filhos para um café a tarde com as várias delícias que a tradicional confeitaria oferece.


São 39 anos de história. Strudels, pizza de sardinha, cachorro quente tipo festa infantil, uma infinidade de doces e muito amor da família pelo que faz. Hoje o Miti e a Cris, filha dele, tocam a confeitaria Martha e as meninas da frente estão sempre pra cima e pra baixo para te atender. Eles não fazem a mínima ideia, mas muitas vezes quando estou em um dia mais ou menos eu vou lá. Chego, escolho o que vou comer e fico na tranquilidade ouvindo a playlist (que por sinal está sempre na 88.5). Saio de lá sempre melhor do que entrei. Seja por que a comida é ótima, seja por que as lembranças são melhores ainda. Vida longa a confeitaria Martha e a família Saul!




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