• Cabelinho

SOBRE A FELICIDADE E AS COISAS QUE A CERCAM


Certa feita estava eu entre amigos, cervejas, costelas e risadas quando me dei conta de que a vida era sim boa, mesmo que as vezes nos entregasse agruras e tristezas que as vezes parecem irremediáveis.


No meio do papo cada um estabeleceu para si o que era a tal felicidade (não, não precisa cantarolar na voz do Alexandre Pires). Um falou em viagem, outro falou em trabalho, outro falou em saúde, tivemos obviamente citações de amor, família, dinheiro e por aí vai.

Não existe fórmula de felicidade perfeita, tampouco alguém que vá entregar ela embrulhada em um pacote lindo e pronto para ser usado. O que existe é a forma como encaramos a vida e também o quanto nos dedicamos aos bons momentos que ela nos oferece.


Eu curto demais escutar música, estar entre amigos, ver meu time jogar, ficar com as minhas gatas enquanto vejo uma série e tomo um vinho. Pode ser que isso não sirva para quem está lendo esse texto e é exatamente por isso que não existe fórmula correta.


O que me deixa um pouco frustrado é o fato de existirem pessoas que se sentem “sommeliers” da tomada de decisão. Em certos momentos da minha vida fiz escolhas: certas ou não foram elas que me trouxeram até aqui.


Algumas pessoas chegaram até a mim e fizeram a seguinte pergunta: “Mas Cabelo, tu tem certeza que tu vai fazer isso mesmo?” Certeza a gente geralmente não tem. Mas a vida é o quanto a gente se entrega e pelo que a gente se entrega.


Quando uma banda lança um disco, ela lança com a certeza de que geralmente ela está fazendo o seu melhor. Alguns anos depois pode não fazer o menor sentido ela ter lançado. Mas na época era o que eles tinham para o momento.


Portanto meus queridos, em meio a essa febre confessional que virou esse texto, quero dizer que adoraria ter sido questionado por alguns amigos meus quando tomei decisões na minha vida. Queria muito ter sido perguntado de verdade. Mas com essa frase: “Mas Cabelo, tu vai ser feliz?”. Por que as vezes é sobre isso que se trata. Não é sobre ter certeza, porque na real nunca teremos. É sobre tentar sermos um pouco mais felizes. E ao final, é o que importa, não é mesmo?


Falando em felicidade, sou muito feliz com esse ciclo profissional de momento. Trabalhar na Clube merecia quase uma série de TV. Produzimos conteúdo, tocamos música, temos liberdade pra criar. A empresa é reconhecida por sua qualidade, seus talentos. Gente como Kage, Braulio, Lu Souza, Karine, Digo, Ênio, Foca, Stefano, Davenir fazem da rádio uma companhia em todos os momentos. Somos capitaneados pelo Lucas e pela Babi que abraçam a turma mesmo. É diferente. Nas ruas sentimos isso quando conversamos com os ouvintes.


Saio de férias agora, mas saio feliz. Feliz por estar participando disso tudo. E feliz por que tem muito mais vindo pela frente! E na volta já tem novidade na Youtube! Como diria Renato Aragão: Aguarde e confie!




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